Foi difícil olhar nos teus olhos Jim. Você trouxe aquela mala cheia de culpa com a etiqueta de meu nome. Por um segundo fechei os olhos, pensei que você podia ter errado de endereço, mas quando os abri, estava você com essa cara tola lavada e com esse sorriso idiota no rosto.
Não venha me dizer que você estava esperando a hora certa pra me entregar essas cartas, você passa em frente a minha casa todo dia Jim. Seu grandissíssímo tolo!
Jim as vezes acho que você não passa de um sorriso ambulante...
Você é a total falta de senso crítico e nexo, é aquela criança... Que eu invejo tanto...
Ah Jim, posso ser criança novamente?
segunda-feira, abril 18, 2011
Relógios desumanos

Esse ponteiro dos segundos, maldito ponteiro dos segundos,
Me mata lentamente, me faz pensar sobre o que não pensei no segundo que perdi,
Pensamento, tão lento,
Rasgado pelo tempo voraz que não pára
Não deixa a culpa do tempo perdido parar
Multem esse ponteiro por excesso de velocidade!
Assassina o dia e a noite com seu pulsar impreciso
Preciso! Tempo!
Precioso tempo... Malditos... Acabaram com a graça de viver com seus relógios!
Grrrrrrrrr!
Me mata lentamente, me faz pensar sobre o que não pensei no segundo que perdi,
Pensamento, tão lento,
Rasgado pelo tempo voraz que não pára
Não deixa a culpa do tempo perdido parar
Multem esse ponteiro por excesso de velocidade!
Assassina o dia e a noite com seu pulsar impreciso
Preciso! Tempo!
Precioso tempo... Malditos... Acabaram com a graça de viver com seus relógios!
Grrrrrrrrr!
segunda-feira, março 28, 2011
O tempo está na cara
Passos ecoantes se aproximam da porta, acompanhados pelo som da maçaneta, seguidos instantâneamente pelo ranger das dobradiças. Um filete de luz costura uma silhueta sombria e distorcida na velha fórmica. Click. Acende a luz.
Um homem, envolto em seus monstros mentais atravessa lentamente o banheiro. Apoia-se com as mãos na pia. Abaixa a cabeça, suspira. Sente os ombros tensos a encolherem contra o pescoço. Num esforço imenso, joga o corpo pra trás e levanta a cabeça, por uma fração de segundo consegue ouvir o ranger do pescoço.
Fita-se friamente no espelho, com aquele olhar de mosca-morta, então, volta para si e vê seu rosto, ao melhor estilo Tony Ramos. Quanta barba...
Sua última lembrança era de ter feito a barba.
Abriu a gaveta do armário, pegou a tesourinha no pequeno estojo azul e transparente. Penteou-se e começou a cortar a barba novamente.
Não se lembrava de nada além de ter feito a barba no dia anterior.
Tic-tic-tic... E novamente o espelho tornou-se uma janela imaginária, quando de repente:
- Ai! Puta merda!
Os pedaços desbastados de barba ganhavam uma nova tonalidade, vermelha, cortara a pontinha do queixo e um sorriso invade o rosto junto do pensamento irônico:
"Por isso que usávamos tesoura sem ponta na escola primária..."
Molha calmamente as mãos, enche-as de água e joga na cara, acreditando que se durasse um pouco mais poderia se afogar. Na pia, aquela velha brocha de cabo amarelado é mergulhada na mistura para fazer a espuma.
Chic chic chic... Pronto, parece o Papai Noel.
Pega a navalha lentamente, abre, fita seus olhos no reflexo da lâmina, muito afiada, mas também não lembra-se de quando a afiou.
Aproxima do pescoço...
Respira fundo...
Encosta a lâmina na pele, sente o micro-choque da lâmina gelada encostando na pele quente... Começa a fazer o movimento de cima para baixo, cortando os pelos com o fio acariciando sua face e seu pescoço...
Faz repetidamente os movimentos quando novamente um sorriso lhe invade a alma:
"Não vou barbear as duas metades da face..."
Novamente jogou água na cara, pegou a toalha, secou-se e gargalhou alto e incansavelmente...
Saiu na rua, tirou fotos, colou na agenda e marcou a data, pois não saberia quando iria se barbear amanhã novamente.
Caiu na cama e dormiu...
Um homem, envolto em seus monstros mentais atravessa lentamente o banheiro. Apoia-se com as mãos na pia. Abaixa a cabeça, suspira. Sente os ombros tensos a encolherem contra o pescoço. Num esforço imenso, joga o corpo pra trás e levanta a cabeça, por uma fração de segundo consegue ouvir o ranger do pescoço.
Fita-se friamente no espelho, com aquele olhar de mosca-morta, então, volta para si e vê seu rosto, ao melhor estilo Tony Ramos. Quanta barba...
Sua última lembrança era de ter feito a barba.
Abriu a gaveta do armário, pegou a tesourinha no pequeno estojo azul e transparente. Penteou-se e começou a cortar a barba novamente.
Não se lembrava de nada além de ter feito a barba no dia anterior.
Tic-tic-tic... E novamente o espelho tornou-se uma janela imaginária, quando de repente:
- Ai! Puta merda!
Os pedaços desbastados de barba ganhavam uma nova tonalidade, vermelha, cortara a pontinha do queixo e um sorriso invade o rosto junto do pensamento irônico:
"Por isso que usávamos tesoura sem ponta na escola primária..."
Molha calmamente as mãos, enche-as de água e joga na cara, acreditando que se durasse um pouco mais poderia se afogar. Na pia, aquela velha brocha de cabo amarelado é mergulhada na mistura para fazer a espuma.
Chic chic chic... Pronto, parece o Papai Noel.
Pega a navalha lentamente, abre, fita seus olhos no reflexo da lâmina, muito afiada, mas também não lembra-se de quando a afiou.
Aproxima do pescoço...
Respira fundo...
Encosta a lâmina na pele, sente o micro-choque da lâmina gelada encostando na pele quente... Começa a fazer o movimento de cima para baixo, cortando os pelos com o fio acariciando sua face e seu pescoço...
Faz repetidamente os movimentos quando novamente um sorriso lhe invade a alma:
"Não vou barbear as duas metades da face..."
Novamente jogou água na cara, pegou a toalha, secou-se e gargalhou alto e incansavelmente...
Saiu na rua, tirou fotos, colou na agenda e marcou a data, pois não saberia quando iria se barbear amanhã novamente.
Caiu na cama e dormiu...
Jimmy get's high...
Jimmy, eu gosto de sentir a chuva gelada rasgando minha roupa e lavando minha alma, nessas horas pensamos muito em como somos idiotas de não repetir os banhos de chuva à cada chuva.
Estes malditos humanos são tão desumanos Jim! Preocupados com o que discordar e como discordar! Você já reparou?
Aiii ta calor tô suando...
Aii tá chovendo... ta molhadinho...
Se quer saber, você deveria morar numa bolha Jimmy e ouvir Jimmy get's high tonight do Daniel Powter.
Meu objetivo de vida é ser humano enquanto você fica aí, procurando maneiras pra expressar sua completa falta de talento por viver.
Não que me importe de alguma coisa, tampouco exporte, mas talvez você devesse comer mais bacon, contar piadas idiotas e encher a cara de vez em quando.
Jim... Francamente, não me envergonhe, essa timidez é tão xula quanto essa havaiana desbotada carcomida no calcanhar que você usa há anos.
Sabe o que ficaria bem no meu cotovelo? Seu nariz. Gostaria muito de ter seu nariz no meu cotovelo Jimmy, deixa eu brincar só um pouquinho...
Ok, sua bolha novamente, seu cagão.
Vou furá-la com um prego mais cedo ou mais tarde.
Cagão!
Estes malditos humanos são tão desumanos Jim! Preocupados com o que discordar e como discordar! Você já reparou?
Aiii ta calor tô suando...
Aii tá chovendo... ta molhadinho...
Se quer saber, você deveria morar numa bolha Jimmy e ouvir Jimmy get's high tonight do Daniel Powter.
Meu objetivo de vida é ser humano enquanto você fica aí, procurando maneiras pra expressar sua completa falta de talento por viver.
Não que me importe de alguma coisa, tampouco exporte, mas talvez você devesse comer mais bacon, contar piadas idiotas e encher a cara de vez em quando.
Jim... Francamente, não me envergonhe, essa timidez é tão xula quanto essa havaiana desbotada carcomida no calcanhar que você usa há anos.
Sabe o que ficaria bem no meu cotovelo? Seu nariz. Gostaria muito de ter seu nariz no meu cotovelo Jimmy, deixa eu brincar só um pouquinho...
Ok, sua bolha novamente, seu cagão.
Vou furá-la com um prego mais cedo ou mais tarde.
Cagão!
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